terça-feira, 7 de junho de 2011

Só e a Multidão

O olho não fecha.

A noite

está acordada

porque o dia foi escuro.

O sono

foi descansar

num buraco qualquer

e a realidade

começa a pesar.

Solidão

agüente firme o meu desvario

e das multidões em transe.

Passe por cima,

declare seu desamor,

seu abandono

e deixe

que eu me encontre

Isso não é nada

pelo tanto tempo

que as multidões

se encontram com você.




Rita de Cassia Almeida da Costa

3 comentários:

  1. oiá,que danado.
    Boa,cara. Versos simples são bem legais.
    Quero ver continuar.
    Bela poesia

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  2. Belíssimos versos... bem suaves e ao mesmo tempo fortes.
    Durante a leitura ouvia uma música calma de piano... uma
    experiência sensacional que desejo repetir...
    Mas da próxima vez vou ver se arranjo uma taça de vinho
    para fechar o trio tão mágico: poema, piano, vinho (todos
    os sentidos, além do coração e do cérebro, em exercício)
    Perfeito para a alma!!!

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  3. Nicholas escutava piano, eu escutava cartola, à um tom de Pessoa, Interessantíssimas as imagens antitéticas colocadas nessa poesia. Bravo! BRAVO!
    O ser-humano precisa ler poesias assim, não que engrandeçam a alma, mas a solidificam.

    Beijunda.

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